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PORTUGAL / MADEIRA / BRAGUINHA / HISTÓRIA
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Ilustração séc. XIX. Gentilmente cedida por
Museuapa |
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“O
mais discutido, o mais
acarinhado, o mais mimoso e o
mais interessante dos
instrumentos madeirenses: o
braguinha. Alegre e saltitante
no som, gracioso nas formas que
o tornam bibelot de estima, foi
no século passado o enlêvo das
damas, talvez o seu confidente
nas horas felizes e lenitivo nos
momentos tristes. Viveu no
fausto dos salões, aquecido nos
colos tépidos das meninas
românticas, escutando e
transmitindo os segrêdos dos
seus corações anelantes em
melodias que dedos afusados de
mãos patrícias delicadamente
desferiam... É ainda hoje, em
certas casas, uma evocação, uma
saudade indelével, um resquício
de sonho...” |
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(Carlos Maria Santos,
Tocares e Cantares da Ilha.
Estudo do Folclore da Madeira.
Funchal: Empreza Madeirense
Editora Lda, 1937, p. 33) |
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Princesa Sissi na Madeira |
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MACHETE /
BRAGUINHA
Por
Manuel Morais
O
Machete ou Machetinho
madeirense oitocentista - vulgo
Braguinha - é um pequeno
instrumento músico, de corpo ou
caixa em forma de oito, braço
longo, montado com quatro ou
cinco cordas simples. Este
pequeno cordofone de mão, ou de
corda dedilhada, entronca na
grande e diversificada família
das violas de mão portuguesas
tardo-quinhentista e, da qual, é
o seu soprano. A mais
antiga menção do Machete (também
designado por Machinho), no
sentido de instrumento musical,
encontra-se na obra de Raphael
Bluteau, Vocabulário, 1716:
“Machete. Viola pequena” (“Machinho
também é viola pequena”); “vem
do do Latim, macer, magro,
delgado”. Na ilha da Madeira, no
último quartel do séc. XIX, o
instrumento é designado por
Machete de Braga, sendo a partir
de finais desse período
simplesmente chamado de
Braguinha.
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