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CAVAQUINHO DO BRASIL
Por Jorge Dias (do Centro
de Estudos de Etnologia
Peninsular e C. E. de
Antropologia Cultural)
O CAVAQUINHO" - ESTUDO DE
DIFUSÃO DE UM INSTRUMENTO
POPULAR. 1965
(Separata da Revista de
Etnografia Nº16/Museu de
Etnografia e História). JUNTA
DISTRITAL DO PORTO
Uma
viagem através de grande parte
dos estados brasileiros veio
ajudar-nos a juntar bastantes
elementos acerca do cavaquinho.
Em parte nenhuma se encontra
este instrumento tão difundido e
popularizado como no Brasil.
Tivemos ocasião de deparar
inúmeras vezes com tocadores de
cavaquinho. Encontra-se o
tocador solitário que no comboio
ou na romaria toca para si
próprio; o tocador que toca em
grupo, acompanhando a viola e
dedilhando à maneira portuguesa;
e, finalmente, o concertista
citadino,
virtuose,
célebre, que atrai as multidões
e ganha quanto quer. Entre estes
últimos, sobressai Waldyr
Azevedo, o músico que talvez
mais tenha ganho ultimamente com
a venda de discos.
Mas, neste caso, embora o
instrumento seja o mesmo, o uso
da palheta deu-lhe novas
possibilidades e o artista
dispõe de mais recursos para
tirar novos efeitos e variações
do que tem o músico popular. De
instrumento rítmico e harmónico,
o cavaquinho passou a ser,
assim, um instrumento melódico.
Vamos dar aqui
uma resenha de todos os
elementos que sobre o cavaquinho
conseguimos reunir na
bibliografia brasileira, para
podermos tirar algumas
conclusões provisórias sobre
este curioso caso de difusão.
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