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UKULELE
Por
John King
Deixem-me contar-vos um segredo.
O ukulele é português. É
verdade. Um grupo de três
carpinteiros da ilha da Madeira,
que emigraram para o Havai em
1879, começaram a fazer essas
pequenas guitarras de quatro
cordas, em Honolulu nos anos
1880. Mas nessas altura não lhes
chamavam ukulele; em vez disso
usavam o nome português:
Machete. O machete já era
popular entre os madeirenses há
centenas de anos; de facto esse
era o seu instrumento nacional.
Um senador americano chamado Dix,
que passou um Inverno na Madeira
nos anos 1840, relatou que,
quando tocado pelas mãos certas,
um Machete poderia produzir
música muito bonita,
especialmente quando acompanhado
por uma guitarra ou um
violoncelo mas, tocado sozinho
era fino e magro. “Esta, é uma
invenção da ilha”, escreveu ele
“e cada uma das ilhas não tem
grande razão para estar
orgulhosa. Não é provável que o
machete algum vez emigre da
Madeira.”
Senhoras e senhores, um aplauso
para o senador John Dix, o
visionário.
De facto, o pequeno instrumento
vibrante foi a todos os sítios
onde os madeirenses foram, que é
apenas a todo o lado: Cidade do
Cabo, Honolulu, Antilhas, Ásia e
Norte e Sul da América. Nos anos
1850 um escritor religioso de
Oxford chamado Charles Lutwidge
Dodgson tirou as primeiras
fotografias do pequeno
instrumento, quase um brinquedo.
As protagonistas da fotografia
eram três irmãs – Alice, Lorina
e Edith Liddell – que usavamm
ornamentos da Madeira e
seguravam, cada uma delas, um
machete. Dodgson, que hoje é
lembrado pelo seu nome literário
Lewis Carroll, ficou
especialmente afeiçoado à
pequena Alice, de 6 anos. Vocês
também se lembram da Alice, não
lembram? No País das Maravilhas?
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